segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cat Power @Via Funchal


A voz aveludada de Chan Marshall aqueceu a gelada noite paulistana neste sábado

Depois de dois anos Cat Power retorna a São Paulo. O intervalo até que parece pequeno, mas não para os fãs que não puderam assistir ao seu show em 2007 (os ingressos acabaram no primeiro dia aqui em São Paulo) tiveram neste sábado(18 de julho) uma segunda chance.

A voz aveludada de Chan Marshall aqueceu a gelada noite paulistana por cerca de duas horas. Acompanhada da banda The Dirty Delta Blues ela veio mais uma vez ao encontro de seus fãs, dessa vez no Via Funchal. O espetáculo começou com uma versão do The Animals, "House Of The Rising Sun", seguido apenas de um “Oi” para cumprimentar a plateia de aproximadamente três mil fãs, que em meio a aplausos declaravam seu amor pela cantora.

As músicas que comandaram o set list foram as do seu último disco, Jukebox (2008), como a versão acizentada para a música de Frank Sinatra, "New York, New York", "Lord Help the Poor and Needy", de Jessie Mae Hemphill, a sua própria versão de "Metal Heart" (Moon Pix, 1998) momento mais emocionante, acredito, para os fãs que gostam dos trabalhos mais antigos da cantora, além da versão blues de "Blue", da cantora folk Joni Mitchell, "Lost Someone", de James Brown, "Ramblin' (Wo) Man" de Hank Williams, nesta hora, Chan se agacha e parece sussurar no ouvido de cada um daquela multidão os versos "I love you baby, but you gotta understand / When the lord made me / He made a ramblin´ (wo)man", já "Song to Bobby", homenagem a Bob Dylan e única música autoral de Jukebox, ficou quase para o final do show.

Nas aproximadas duas horas de show, músicas do álbum The Greatest (2006) como "Live in Bars" e a homônima do disco (que faz parte da trilha sonora do longa My Blueberry Nights, 2007) couberam no repertório.

A noite ainda contou com duas surpresas para quem não esperava que ela arriscasse antigos sucessos: uma versão um tanto infeliz de "I Don’t Blame You" (You are Free, 2003) e a belíssima "Sea of Love" (The Covers Record, 2000, trilha sonora também do filme Juno, 2007).

"Angelitos Negros", do cubano Antonio Machin, encerrou a noite, de uma forma quase triste se não fosse seguido de um momento em que os fãs puderam se aproximar e receber flores e autógrafos da cantora que mais uma vez emocionou São Paulo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Orquestra Sinfônica de SP: Temporada 2009 e ingressos populares

A Sala São Paulo é sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e o palco principal de suas apresentações. A temporada de concertos inicia na primeira semana do mês de março, com apresentações todas as semanas de quinta à sábado, mas alguns dias são reservados para exibições da Orquestra de Câmara da OSESP e do Quarteto OSESP.

Frequentemente, a OSESP é convidada para tocar em eventos externos que também ocorrem na Sala São Paulo, como premiações e homenagens. Além de sua sede, a orquestra paulista realiza apresentações fora do estado de São Paulo e até mesmo fora do país, totalizando uma média de 40 a 60 concertos por ano, como afirmou Marianne Savarese, 24, assistente de produção.

Este ano a agenda da OSESP está lotada, com apresentação marcada na Virada Cultural de Indaiatuba, realizará concertos open air com o Coro da OSESP, excursionará por 15 dias pelo interior de São Paulo com a OSESP ITINERANTE e no segundo semestre fará a 2º turnê Norte Americana.

Mesmo com tantas apresentações agendadas, a música clássica não atinge a maioria da população brasileira, principalmente a mais carente, por isso a assistente produção contou que “a Direção se preocupa muito com a formação de público e o principal interesse da OSESP é disseminar a música clássica, por isso, realiza concertos fora da Sala São Paulo, e a maioria de graça”.

Visando isso, Marianne explicou que existem os concertos matinais, realizados aos domingos pela manhã na Sala São Paulo e que custam apenas R$2,00, “além disso, antes de cada concerto, avaliamos a lotação da Sala e se sobram lugares, vendemos o "Ingresso da Hora", que sai por apenas R$10,00”.

A orquestra sinfônica do Estado de São Paulo, atualmente composta por 109 músicos, de 18 países diferentes tornou-se conhecida mundialmente por sua competência e diversificação do repertório, já foi indicada pela revista inglesa Gramophone como "uma das três orquestras emergentes no mundo nas quais se deve prestar atenção", inicia a temporada 2009 com o maestro francês Yan Pascal Tortelier como regente principal.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Clássico de Almodóvar ganha série de TV


De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o clássico kitsch Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988) do diretor espanhol Pedro Almodóvar ganhará formato televisivo pela Fox.

O projeto visa um cenário brasileiro para produzir a série, já autorizada pelo cineasta. A Rede Globo está interessada em oferecer cobertura para a série em termos de elenco e infraestrutura.

Por enquanto a ideia é de gravar em inglês parao público norte-americano, o que seria ótimo para dar mais abertura para a carreira internacional de nossos atores.

O trabalho mais recente de Almodóvar é o longa Los Abrazos Rotos, que estreou em março na Espanha, ainda sem previsão de lançamento por aqui.

domingo, 26 de abril de 2009

Blink 182 no Brasil


O integrante Mark Hoppus do Blink 182 postou hoje em seu Twitter uma grande novidade para os fãs brasileiros.


Em seu primeiro post cumprimentou todos os seguidores no Brasil e em seguida postou a seguinte frase: “Eu estou tentando ir a Brasil nos próximos meses para entrevistas. Eu dir-lhe-ei quando eu sei mais. Eu espero que acontece!”


É fácil notar que o baixista não sabe nada de português e que usou o famoso tradutor on line para transmitir esta mensagem, mesmo assim é possível perceber o grande interesse que o grupo tem em se apresentar no Brasil. Agora nos resta aguardar as novidades que Mark prometeu.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Entrevista com o Holger

Em tempos de internet/MP3 e de todas as tramitações virtuais da música, é mágico vasculhar o Myspace e descobrir uma banda interessante. A forma despretensiosa e original que as bandas não só produzem como disponibilizam suas músicas deixa tudo ainda mais real. Esse foi o caso do surgimento do Holger, banda que fui procurar por sugestão de um amigo. A banda da capital paulista já integra a cena alternativa da cidade, além de ter partipado recentemente do festival South by Southwest (Texas). Eles acabam de lançar o EP Green Valley – com apenas 300 cópias produzidas.

É daquelas bandas que você se pergunta "por que ainda não fui num show desses caras?". Se é por não ter conhecido antes, como eu, o problema está solucionado.

Apesar de ter nascido no Projeto That's All Folks, a banda não é de folk e entre suas maiores influências estão Pavement e Broken Social Scene. Dentro de um estilo entre o indie e twee, o Holger pode se orgulhar de ter se tornado uma banda de identidade. Conversamos com o baixista Marcelo Pata:

DdB: Vocês começaram com um projeto chamado That's All Folks, o que ele era exatamente?
Era um projeto no qual basicamente fazíamos músicas espontâneas. A gente se encontrava, não necessariamente os integrantes do Holger, bebia junto, tocava e gravava. Aí quase toda semana a gente ouvia essa gravações, que eram na maioria das vezes horríveis (risos).

DdB: E de onde surgiu a vontade de formar uma banda pra valer?
Eu, o Artur e o Pedro tínhamos uma banda de post rock já, o Projeto :, que tinha muita gente. Mas ensaiamos dois meses, depois ficamos dois meses sem ensaiar por conta das férias escolares e depois voltamos... Não era muito constante, a ideia não era ser uma coisa muito séria.

DdB: Vocês ainda gravam no improviso?
Não. A partir do momento que decidimos ser uma banda mesmo, começamos a levar mais a sério, com ensaio marcado e tudo mais. Agora entramos no estúdio com tudo mais planejado.

DdB: A partir de agora a intenção é não parar de gravar e fazer shows?
Sim, continuar o que já estamos fazendo.

DdB: Já rolou oportunidade para tocar fora do Brasil? Se não me engano vocês foram para o South by Southwest (festival de música do Texas). Como foi a experiência por lá?
Ir a um festival como esse é muito enriquecedor, você aprende muito sobre o mercado e vê que existe um mundo possível, palpável de música alternativa. Você fica ao lado de bandas como Mae Shi, Max Tundra e Trail of Dead, e vê que são pessoas como você, e aquilo é palpável, dá pra alcançar. É muito inspirador. Voltamos com gás para continuar.

DdB: Por que vocês optaram pelas 300 cópias em vinil do Green Valley?
A Research Club produz em pequena escala. Não acredito que o CD tenha tanta validade. A vontade comprar um coisa elaborada, com uma arte na capa e tal, é mais coisa de público de curte vinil, como nós.

DdB: Vocês já tocam em algumas como Funhouse, Milo, Studio SP, Neu... O público recebeu bem o som de vocês? Vocês acham que tá rolando um revival do folk?
Acho que até pela nossa falta de pretensão, sempre tivemos uma resposta muito boa do público. Temos uma ideia bem forte de aproximação com quem está nos ouvindo, uma atitude de não diferenciar um do outro, quem está tocando e quem está lá ali escutando. Quanto maior o contato com o pessoal, melhor. Sentimos muito isso depois que sentamos na mesma mesa de bar com o Bonnie Prince Billy e assistimos um show particular do Dan Deacon na casa de um amigo. Não existe essa diferenciação, essa atitude de celebridade. E isso é ideal para que a música seja verdadeira.

DdB: Por que vocês escolheram um urso como logo da banda?
(Risos) É o Ursão. Quem fez foi a namorada do Artur, a Bruna Canepa, que toca no Homiepie. Ela fez a arte e disse que a podia usar, então adotamos. Tem gente que chama a banda de Ursão mesmo. Aí já colocamos um banjo na mão dele, que também usamos na música, e rolou uma identificação.


Para conhecer mais: Holger na Tramavirtual e no Myspace

sábado, 28 de março de 2009

Blink 182 pode vir ao Brasil



É isso mesmo, caro fã da banda de hardcore melódico, pop punk ou o que você achar melhor!


O baixista do Blink, Mark Hoppus, postou em seu twitter a seguinte mensagem:

“On the phone. People making plans for me to go to Brazil to do a bunch of press. Stoked. Never been to Brazil before. South America!!!”


Ou seja, esta mensagem nos traz as esperanças de que é possível um dia assistirmos um show da banda. Ainda mais por Mark demonstrar excitação em vir para cá, já que nunca nos visitou anteriormente. Vamos esperar!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Não pertube os animais, Michael Jackson!


Nesta última semana, o rei do pop declarou seu interesse em ter alguns animais selvagens no palco para as 50 apresentações que agendou para o mês de julho em Londres, na O2 Arena. Entre os animais, estaria um elefante, uma pantera, alguns macacos e papagaios.

Além de ser um desejo absurdo e sem sentido, é claro que o PETA (grupo que luta pelo direito dos animais) se manifestou e já se posicionou contra o cantor.

“Esses animais pertencem à África e não devem estar na O2 Arena, com fãs gritando, luzes fortes e explosões no palco. Esses animais selvagens estão sendo privados de tudo que lhes é natural e importante quando são forçados a atuar sob condições estressantes. Michael deve aprender a deixar animais exóticos em paz”, declarou a entidade.